Medicina Preventiva e Saúde Coletiva

Relação Médico-Paciente e Comunicação

Estude Relação Médico-Paciente e Comunicação com questões reais de provas de residência médica e flashcards com repetição espaçada FSRS.

93
questões
22
flashcards

Amostra de questões

Veja exemplos de questões reais sobre Relação Médico-Paciente e Comunicação. Cadastre-se para ver as respostas comentadas.

Q1

Mariza é uma executiva de multinacional e marca uma consulta para o mesmo dia no seu médico de família, Dr. Henrique. Relata que está com "nariz escorrendo" (coriza) e tosse há 5 dias. Diz ainda que há 3 dias começou uma dor na região frontal da face. Acha que está começando uma sinusite. Nega febre ou outras queixas e era alérgica na infância. Ela já teve este problema há dois anos e lembra que foi uma experiência ruim. Diz que vai sair de férias em cinco dias e, no primeiro dia de férias, quer ir no show do Pepino Di Capri com o marido. Não quer correr risco de não estar bem no dia do show. Ela diz que está tomando vitamina C que um amigo deu e pergunta o que precisa fazer para "garantir que estará bem no início das férias". Por fim, questiona se deve tomar antibiótico e prednisona, que foi o que deram para uma amiga no pronto-socorro de um hospital de grande reputação quando ela tinha apenas um dia de sintomas. O médico escuta com atenção, examina a orofaringe e não encontra alteração. Conversa sobre o roteiro das férias e sugere uma estratégia intermediária: fariam um tratamento intensivo sintomático nos próximos cinco dias com higiene nasal e antihistamínico; se falariam todos os dias e, se o quadro persistisse, combinariam outra estratégia, eventualmente utilizando prednisona. Dr. Henrique explica ainda que a vitamina C não tem função neste momento e sugere parar. A paciente diz que vai apenas terminar a caixa da vitamina C e "parar de gastar tempo e dinheiro com vitaminas". Seguindo a sistematização do Registro Clínico Orientado a Problemas, qual o melhor registro dentre os abaixo?

A)S - coriza; O - orofaringe sem alteração; A - cefaleia frontal; P - prevenção quaternária.
B)S - coriza e cefaleia frontal; O - orofaringe sem alteração; A - coriza e cefaleia frontal; P - sintomáticos e observação atenta.
C)S - medo de sinusite; O - coriza; A - ansiedade; P - negociação da prednisona.
D)S - deseja antibiótico; O - orofaringe sem alteração; A - ansiedade; P - observação atenta.

Resposta e comentário detalhado disponíveis para membros

Q2Q-37-26-HSJ000

Adolescente, 16 anos de idade, é trazido à Unidade Básica de Saúde (UBS) por sua mãe que está muito preocupada. Ela relata que, nos últimos 6 meses, o filho, que sempre foi um bom aluno, apresentou queda acentuada no rendimento escolar com várias notas baixas e faltas, abandonou o time de basquete da escola, passava a maior parte do tempo trancado no quarto e se tornou irritadiço e reativo quando questionado. A mãe suspeita que ele possa estar “usando alguma coisa”, pois encontrou um “cigarro de cheiro estranho” em sua mochila. Ela também menciona que o grupo de amigos dele mudou e que o filho parece mais magro. Durante a consulta, na presença da mãe, o adolescente permanece de braços cruzados, com o olhar baixo, respondendo com monossílabos. Após o médico propor uma conversa em particular e a mãe se retirar, o adolescente afirma: “Não quero falar nada. Só vim porque ela me obrigou.” e se recusa a continuar o diálogo. Ao exame físico, o paciente apresenta-se em bom estado geral com IMC de 19 kg/m², PA: 115x75 mmHg, FC: 80 bpm. Sem sinais clínicos de intoxicação aguda, psicose, autoagressão/ideação suicida ou outra situação de risco imediato identificáveis na consulta. Indique a estratégia inicial de manejo na Atenção Primária que melhor concilia a preocupação da mãe com a autonomia do adolescente, na ausência de sinais de risco imediato:

A)Respeitar a recusa do adolescente, realizar o exame físico de forma breve e, em seguida, conversar separadamente com a mãe para orientá-la sobre como manejar a situação, agendando um novo e breve retorno para o adolescente, reforçando que o espaço de cuidado permanece disponível para ele
B)Aceitar a recusa do adolescente, dispensá-lo da sala e focar a consulta exclusivamente na mãe, elaborando com ela um plano de ação detalhado que inclua orientações, busca de apoio psicológico e monitoramento do comportamento do filho em casa
C)Informar ao adolescente que, por ser menor de idade, a presença e participação da mãe são legalmente necessárias e prosseguir com a consulta de forma conjunta, abordando os problemas levantados pela mãe e as possíveis soluções
D)Considerar que a recusa do adolescente inviabiliza a abordagem dentro do contexto da Atenção Primária e encaminhá-lo ao CAPS-AD, fornecendo à mãe o relatório com a descrição do caso e a suspeita de uso de substâncias ilícitas

Resposta e comentário detalhado disponíveis para membros

Q3Q-37-25-PUCPR0

Uma paciente de 45 anos, mãe solo de três filhos pequenos, procura a unidade de saúde devido a uma dor lombar persistente e insônia. Ela trabalha como diarista, não tem apoio familiar e vive em uma comunidade com acesso limitado a serviços de saúde. A paciente está visivelmente estressada, com dificuldade em conciliar suas responsabilidades e em seguir tratamentos médicos anteriores. No histórico, já foi diagnosticada com depressão e hipertensão, mas abandonou o acompanhamento por falta de tempo e recursos. Durante a consulta, a paciente admite que tem dificuldades em confiar nos profissionais de saúde e diz que já passou por muitas consultas sem conseguir resolver seus problemas. O sistema de saúde local relata que a paciente teve várias faltas em consultas agendadas. Qual seria a conduta mais adequada para este caso, com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade?

A)Encaminhar a paciente para atendimento psiquiátrico especializado, pois a depressão e as faltas em consultas indicam necessidade de atendimento em nível terciário
B)Estabelecer uma relação de confiança com a paciente, criando um plano de cuidado que considere suas limitações sociais e promova o acompanhamento contínuo de forma acessível
C)Priorizar o tratamento da dor lombar com medicações analgésicas potentes, para proporcionar alívio rápido e melhorar a adesão ao tratamento
D)Programar consultas semanais na unidade de saúde, sem necessidade de flexibilização, para garantir que a paciente siga o tratamento corretamente
E)Prescrever antidepressivos e encaminhá-la para atendimento psicológico, sem necessidade de abordar fatores sociais, pois o foco deve ser o controle da depressão

Resposta e comentário detalhado disponíveis para membros

Estude Relação Médico-Paciente e Comunicação com método

Resolva questões com comentários detalhados e revise com flashcards FSRS durante 1 ano de acesso.

Já tem conta? Entrar

Perguntas frequentes sobre Relação Médico-Paciente e Comunicação

Quantas questões de Relação Médico-Paciente e Comunicação caem em provas de residência?

O MedApex possui 93 questões reais de provas de residência médica sobre Relação Médico-Paciente e Comunicação, extraídas de provas oficiais de instituições como USP, Unicamp, ENARE e outras. Todas com gabarito oficial.

Como estudar Relação Médico-Paciente e Comunicação para residência médica?

No MedApex, você estuda Relação Médico-Paciente e Comunicação combinando questões de prova com flashcards de repetição espaçada (algoritmo FSRS). O FSRS agenda revisões no momento ideal para fixar o conteúdo a longo prazo — mais eficiente que reler resumos ou resolver questões aleatórias.

Existem flashcards de Relação Médico-Paciente e Comunicação para residência?

Sim. O MedApex tem 22 flashcards sobre Relação Médico-Paciente e Comunicação, curados para provas de residência médica. Cada card usa o algoritmo FSRS para calcular o intervalo ideal de revisão, garantindo retenção de longo prazo.