Relação Médico-Paciente e Comunicação
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Mariza é uma executiva de multinacional e marca uma consulta para o mesmo dia no seu médico de família, Dr. Henrique. Relata que está com "nariz escorrendo" (coriza) e tosse há 5 dias. Diz ainda que há 3 dias começou uma dor na região frontal da face. Acha que está começando uma sinusite. Nega febre ou outras queixas e era alérgica na infância. Ela já teve este problema há dois anos e lembra que foi uma experiência ruim. Diz que vai sair de férias em cinco dias e, no primeiro dia de férias, quer ir no show do Pepino Di Capri com o marido. Não quer correr risco de não estar bem no dia do show. Ela diz que está tomando vitamina C que um amigo deu e pergunta o que precisa fazer para "garantir que estará bem no início das férias". Por fim, questiona se deve tomar antibiótico e prednisona, que foi o que deram para uma amiga no pronto-socorro de um hospital de grande reputação quando ela tinha apenas um dia de sintomas. O médico escuta com atenção, examina a orofaringe e não encontra alteração. Conversa sobre o roteiro das férias e sugere uma estratégia intermediária: fariam um tratamento intensivo sintomático nos próximos cinco dias com higiene nasal e antihistamínico; se falariam todos os dias e, se o quadro persistisse, combinariam outra estratégia, eventualmente utilizando prednisona. Dr. Henrique explica ainda que a vitamina C não tem função neste momento e sugere parar. A paciente diz que vai apenas terminar a caixa da vitamina C e "parar de gastar tempo e dinheiro com vitaminas". Seguindo a sistematização do Registro Clínico Orientado a Problemas, qual o melhor registro dentre os abaixo?
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Adolescente, 16 anos de idade, é trazido à Unidade Básica de Saúde (UBS) por sua mãe que está muito preocupada. Ela relata que, nos últimos 6 meses, o filho, que sempre foi um bom aluno, apresentou queda acentuada no rendimento escolar com várias notas baixas e faltas, abandonou o time de basquete da escola, passava a maior parte do tempo trancado no quarto e se tornou irritadiço e reativo quando questionado. A mãe suspeita que ele possa estar “usando alguma coisa”, pois encontrou um “cigarro de cheiro estranho” em sua mochila. Ela também menciona que o grupo de amigos dele mudou e que o filho parece mais magro. Durante a consulta, na presença da mãe, o adolescente permanece de braços cruzados, com o olhar baixo, respondendo com monossílabos. Após o médico propor uma conversa em particular e a mãe se retirar, o adolescente afirma: “Não quero falar nada. Só vim porque ela me obrigou.” e se recusa a continuar o diálogo. Ao exame físico, o paciente apresenta-se em bom estado geral com IMC de 19 kg/m², PA: 115x75 mmHg, FC: 80 bpm. Sem sinais clínicos de intoxicação aguda, psicose, autoagressão/ideação suicida ou outra situação de risco imediato identificáveis na consulta. Indique a estratégia inicial de manejo na Atenção Primária que melhor concilia a preocupação da mãe com a autonomia do adolescente, na ausência de sinais de risco imediato:
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Uma paciente de 45 anos, mãe solo de três filhos pequenos, procura a unidade de saúde devido a uma dor lombar persistente e insônia. Ela trabalha como diarista, não tem apoio familiar e vive em uma comunidade com acesso limitado a serviços de saúde. A paciente está visivelmente estressada, com dificuldade em conciliar suas responsabilidades e em seguir tratamentos médicos anteriores. No histórico, já foi diagnosticada com depressão e hipertensão, mas abandonou o acompanhamento por falta de tempo e recursos. Durante a consulta, a paciente admite que tem dificuldades em confiar nos profissionais de saúde e diz que já passou por muitas consultas sem conseguir resolver seus problemas. O sistema de saúde local relata que a paciente teve várias faltas em consultas agendadas. Qual seria a conduta mais adequada para este caso, com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade?
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Perguntas frequentes sobre Relação Médico-Paciente e Comunicação
Quantas questões de Relação Médico-Paciente e Comunicação caem em provas de residência?
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Como estudar Relação Médico-Paciente e Comunicação para residência médica?
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