Pediatria

Convulsões e Epilepsia na Infância

Estude Convulsões e Epilepsia na Infância com questões reais de provas de residência médica e flashcards com repetição espaçada FSRS.

333
questões
45
flashcards

Amostra de questões

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Q1Q-41-26-ENARE0

Escolar, cinco anos, apresenta rigidez muscular em seu lado esquerdo, com dificuldade em controlar os movimentos das mãos e pés, dificuldade em andar (pé direito ligeiramente levantado) e algumas dificuldades de fala. Nasceu prematuro, com 32 semanas de gestação, com baixo peso ao nascer. Aos 6 meses, seus pais notaram atrasos no desenvolvimento motor, como dificuldade de sentar-se e rolar. Sobre o tratamento da principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar que:

A)A toxina botulínica deve ser considerada mesmo quando os prejuízos funcionais da espasticidade forem pouco significativos
B)A combinação de toxina botulínica com medicamentos antiespasmódicos tem eficácia duvidosa, devendo ser evitada
C)Os antiespasmódicos são eficientes, mas o uso contínuo é contraindicado, uma vez que seus efeitos adversos são comuns
D)Os bloqueadores periféricos de cálcio causam mais sedação do que outros agentes de ação central, o que impede o uso em crianças
E)Radiografias da coluna devem ser realizadas após a rizotomia dorsal seletiva visando monitorar a presença de deformidades

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Q2Q-50-26-FELUMA

Paciente do sexo masculino. 4 anos de idade, previamente hígido, e trazido ao pronto socorro após um episódio de crise tônico clônica generalizada, sem febre, que durou 3 minutos e se resolveu espontaneamente. O exame neurológico realizado após a crise não revelou anomalides. Não há histórico familiar de convulsões ou epilepsia. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA que apresenta o diagnóstico para esse caso.

A)O paciente tem um diagnóstico de epilepsia, pois qualquer crise não provocada em uma criança constitui epilepsia
B)O paciente tem uma crise sintomática aguda e o diagnóstico de epilepsia só pode ser considerado após um exame de imagem anormal
C)O paciente não pode ser diagnosticado com epilepsia no momento, pois o diagnóstico requer a ocorrência de no mínimo duas crises não provocadas
D)O paciente não tem epilepsia, pois a crise foi breve e não causou déficits neurológicos permanentes, sendo um evento isolado sem significado clínico

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Q3PED-54-26-ENARE0

Lactente, 10 meses de idade, é trazido ao pronto-socorro com história de convulsão na manhã do atendimento. A mãe relata história de febre há cerca de 2 dias (até 39 C), associada a irritabilidade e redução do apetite. Fora avaliado no dia anterior, recebendo diagnóstico de otite média aguda à direita e iniciando amoxicilina (está em uso há cerca de 24 horas) e antipiréticos. A crise convulsiva desta manhã fora em vigência de febre (38,5 oC) de forma tônico-clônico generalizada, com cianose labial transitória durando cerca de 4 minutos. Não há história prévia de convulsões e mãe nega trauma. A gestação fora sem intercorrências, o desenvolvimento neuropsicomotor está adequado para a idade, sem doenças crônicas conhecidas. Vacinação: esquema vacinal incompleto – recebeu as vacinas do 2º e 4º mês de vida, porém não recebeu as doses previstas para 6 meses (incluindo Haemophilus influenzae tipo b e pneumococo). Não há história familiar de epilepsia, embora o pai relate ter tido convulsões febris na infância. Ao exame a criança está com o estado geral regular, chorosa e irritada alternando com sonolência leve responsiva a estímulos. Temperatura: 38,3 C; FC: 150 bpm; FR: 34 irpm; SpO₂: 97% em ar ambiente. À exceção da membrana timpânica direita hiperemiada e abaulada, com nível hidroaéreo visível, compatível com otite média purulenta, não há outras alterações semiológicas incluindo o exame neurológico que é compatível com a idade. Você realiza exames laboratoriais iniciais cujos resultados são: hemograma: Hb 11,5 g/dL; leucócitos 15.800/mm³ (neutrófilos 72%, bastões 5%, linfócitos 20%, monócitos 3%); plaquetas 320.000/mm³ – leucocitose com neutrofilia e discreto desvio à esquerda. Proteína C-reativa (PCR): 8,5 mg/dL (VN < 1,0); Glicemia à admissão: 92 mg/dL. O EAS (urina tipo 1), o Raio X de tórax, os eletrólitos séricos e escórias renais são normais. A conduta mais adequada neste momento, entre as listadas, é:

A)Realizar punção lombar e iniciar antibioticoterapia empírica adequada se necessário
B)Iniciar medicação anticonvulsivante profilática de longa duração (como fenobarbital), mantendo também antipiréticos agressivamente a cada 4-6 horas
C)Solicitar eletroencefalograma (EEG) imediato e encaminhar para avaliação com neurologista pediátrico, devido ao risco de epilepsia após a crise convulsiva febril
D)Acompanhar ambulatorialmente sem investigar de forma invasiva, por se tratar de uma convulsão febril simples; orientar medidas antipiréticas e observar evolução, com retorno em caso de nova convulsão
E)Realizar neuroimagem cerebral (TC de crânio) imediatamente, para descartar lesão estrutural intracraniana ou outras causas neurológicas

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Perguntas frequentes sobre Convulsões e Epilepsia na Infância

Quantas questões de Convulsões e Epilepsia na Infância caem em provas de residência?

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Como estudar Convulsões e Epilepsia na Infância para residência médica?

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